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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O perigo dos implantes de silicone


"Nos estudos com animais, os investigadores descobriram que o silicone pode facilmente vazar para dentro do corpo e causou tumores em até 80% dos ratos que foram testados."

Notícia completa:

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O que fazer para melhorar o cérebro ? Entrevista com Paulo Niemeyer Filho.



Entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, abaixo, quando lhe foi perguntado:

O que fazer para melhorar o cérebro ? 

Resposta: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazerexercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a auto estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto estima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma? 

PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas? 

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha? 

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro? 

PN: Todo exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância,etc.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer? 

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente ,com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas? 

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus? 

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:

"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz: 

"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais independente de religião.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Papel alumínio - cuidados.


" O papel alumínio é largamente utilizado na gastronomia, mas na grande maioria das vezes isto acontece de forma incorreta. Vejo pessoas usando-o direto nos mais variados pratos e, também, em seu dia-a-dia. É que os usuários tendem a colocar o lado brilhante virado para fora, pois deixa o visual do prato mais bonito. O lado mais brilhante é assim porque recebe um polimento para criar uma barreira ao contato direto do alumínio com o alimento e, por conseguinte a liberação do alumínio para a nossa receita. 

Esta proteção, o polimento, só não acontece dos dois lados, pois é um processo caro que inviabilizaria a comercialização do mesmo.  O alumínio é altamente tóxico e é comprovadamente o responsável por complicações gerais no funcionamento do nosso organismo e um grande alavancador do Mal de Alzheimer, inclusive fomentando sua aparição precoce.

Como usá-lo?

Além de usá-lo com o lado brilhante voltado para o alimento, deve-se evitar dar mais de uma volta no alimento, pois na segunda volta em diante os líquidos que gravitarem entre as camadas serão poluídos com o alumínio e voltarão impiedosamente para a nossa receita. Assim é importante fazer a finalização em forma de trouxa que deve ficar situada na parte superior, para evitar esta comunicação dos caldos do alimento com a parte ruim do papel-alumínio.

Sobre as panelas de alumínio

Na minha cozinha é expressamente proibida a areação de panelas na parte de dentro, pois quando isto acontece, toda vez que cozinhamos algo estamos também incorporando o temível alumínio à nossa receita. Quando isto acontece por alguma pessoa desavisada ou quando a panela ou caneca é nova, fervo algumas cascas de ovo na panela cheia de água, para elas liberarem o carbonato de cálcio, que vão impermeabilizar nossa panela, dando a segurança que necessitamos para nós mesmos e para as pessoas que mais amamos; nossa família e nossos amigos.

ALUMÍNIO - ÚTIL E MORTAL - Dr. Sérgio Teixeira 

Se seu cabelo está caindo, desconfie do alumínio...

Este metal, quando está excessivo no organismo, provoca grande oleosidade no couro cabeludo, que vai sufocar a raiz dos cabelos. Usar xampus contra a oleosidade ajuda, mas se você não eliminar a causa, vai perder muito cabelo.

Muitas vezes, a queda de cabelos vem acompanhada de dormências ou formigamentos quando se fica na mesma posição (com as pernas cruzadas, por exemplo). Além dos seus cabelos, todo o seu organismo está sendo prejudicado: o alumínio deposita-se no cérebro, causando o mal de Alzheimer (esclerose mental precoce) e expulsa o cálcio dos ossos, produzindo a osteoporose. Esse cálcio vai se depositar em outros lugares, produzindo bursite, tártaro nos dentes, bico de papagaio, cálculos renais.... E também vai para dentro das suas artérias, estimulando a pressão alta e a possibilidade de isquemias cardíacas (infarto), cerebrais (trombose) e genitais (frigidez e impotência).

Para o Dr. Mauro Tarandach, da Sociedade Brasileira de Pediatria, está bem claro o papel do alumínio nas doenças da infância, graças ao avanço da biologia molecular no que tange ao papel dos oligoelementos na fisiologia e na patologia. Os sintomas clínicos da intoxicação por alumínio nas crianças, além da hiperatividade e da indisciplina, são muitos: 
- anemia microcítica hipocrômica refratária ao tratamento com ferro, alterações ósseas e renais, anorexia e até psicoses, o que se agrava com a continuidade da intoxicação. 

Atualmente se utiliza a biorressonância para avaliar o nível do alumínio e outros metais. O método é muito menos dispendioso, podendo ser utilizado no consultório ou na casa do paciente. E como o alumínio entra no organismo? Através das panelas de alumínio, por exemplo, que vêm sendo proibidas em muitos países do mundo. Na Itália, famosa por seus restaurantes, nenhum deles pode usar essas panelas, devido à proibição do governo italiano. É que as panelas de alumínio contaminam a comida intensamente.. Para você ter uma ideia: pesquisa da Universidade do Paraná demonstrou que as panelas vendidas no Brasil deixam resíduos de alumínio nos alimentos que vão de 700 a 1.400 vezes acima do permitido. Isso só ao preparar a comida.. Se esta ficar guardada na panela por algumas horas, ou de um dia para o outro, este valor pode triplicar ou quintuplicar.. 

Viu por que vale a pena trocar de panelas?

Mas não é só. Sabe as latinhas de refrigerantes e cervejas, hoje tão difundidas no Brasil? Pesquisa do Departamento de Química da PUC demonstrou que elas não são fabricadas de acordo com os padrões internacionais. Em conseqüência, seu refrigerante predileto pode conter quase 600 vezes mais de alumínio do que se estivesse na garrafa. E além do alumínio, foram demonstrados pelo mesmo estudo mais 12 outros metais altamente perigosos para a saúde nessas latinhas, como o manganês, que causa o mal de Parkinson, ocádmio, que causa psicoses, o chumbo, encontrado no organismo de muitos assassinos, e outros. Prefira SEMPRE as garrafas, OK? Descoberto em 1809, o alumínio é um metal muito leve (só é mais pesado do que o magnésio) e já foi muito caro. Naquela época, Napoleão III, imperador da França, pagou 150 mil libras esterlinas (mais ou menos 300 Mil reais) por um jogo de talheres de alumínio. Esse metal tem espantosa versatilidade, sendo utilizado em muitas ligas metálicas. Depois do aço, é o metal mais usado no mundo, seja em panelas, embalagens aluminizadas de sucos, iogurte e outras, papel alumínio para embalar alimentos, (um dos piores pois os alimentos vão ao forno ou estão quentes) latas de refrigerantes e cervejas, antiácidos e desodorantes antitranspirantes, assim como vasilhames para cães e gatos comerem e beberem. Nestes, pode causar paralisia dos membros posteriores que leva ao sacrifício precoce dos animais."


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Não ao refrigerante!






O jeito é continuar tomando água mineral sem gás.




Flúor, vilão ou vítima


Se o flúor contido na água prevenisse as cáries, os alunos de minha escola não teriam 7 ou 8 cáries com apenas 12 anos. Cuidado com a água, flúor também é veneno ou seja é um resíduo tóxico. Mariel Hidalgo

Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre a nocividade do flúor, traduzi esse vídeo que é uma delcaração de um profissional, o DR. Bill Osmunson que está em uma campanha pelos EUA para pedir o fim da fluoretação na água.



" Pesquisadores americanos identificaram a relação entre utilização do flúor e diminuição de lesões de cárie, muitas pesquisas foram realizadas e está confirmado cientificamente que a utilização de fluoretos, desde que corretamente prescritos, não está associada a malefícios à saúde do ser humano, como câncer de medula, ossos quebradiços, paradas cardíacas e ou até depressão, como foram citados como males causados pelo flúor. Entretanto, foi “esquecido” de mencionar em quais dosagens de ingestão de flúor esses problemas poderiam ocorrer. Uma frase famosa diz: “O que diferencia o veneno do remédio é a dose”. Por exemplo: Um antibiótico é prescrito para eliminarmos uma infecção, porém se tomarmos 50 comprimidos de cada vez, poderemos ter uma parada cardíaca. Os problemas de saúde citados só poderiam ocorrer pela ingestão de flúor em níveis muito superiores aos recomendados. O que se busca na atualidade é um agente que seja terapêutico, em concentrações mínimas, principalmente quando o objetivo a ser logrado é a prevenção da cárie dentária."


As pesquisas mostraram claramente que os fluoretos presentes na cavidade bucal, em pequenas quantidades diárias , são suficientes para reduzir o metabolismo bacteriano, reduzir a aderência bacteriana à placa e tornar o meio bucal menos ácido. A administração de fluoretos antes da erupção promove a sua incorporação ao esmalte. A adequada incorporação de fluoreto no dente determina que a camada externa do esmalte se torne mais dura e mais resistente à desmineralização.


Formas de aplicação:

1) Dentifrício : sua utilização, 3 vezes ao dia, oferece uma substituição contínua do fluoreto perdido durante as quedas de pH na placa.

2) Bochechos: As soluções fluoretadas para bochecho ficam por um período de até 4 horas na cavidade oral diminuindo as perdas de sais minerais que ocorrem nos dentes, além de reduzir a quantidade de bactérias presentes na flora bucal. Podem ser feitas na forma de preparações para uso diário (0,05%NaF) ou semanal (0,2%NaF). É um método seguro, pois para que ocorra a intoxicação é necessária a ingestão de uma quantidade 5 vezes e meia maior do que a usada no bochecho semanal.

3)Gel tópico e vernizes : por apresentarem elevadas concentrações de flúor, devem ser aplicados exclusivamente por Cirurgiões-Dentistas, que devem fazer o correto monitoramento de seus pacientes de acordo com o risco de cárie dos mesmos.

Desta forma, queremos tranqüilizar a população quanto ao uso de fluoretos, lembrando que os frutos do mar, as carnes brancas, o chá preto e os vegetais verde-escuros são fontes naturais riquíssimas em flúor, que todos consumimos.



O flúor na água faz mal ?

Trata-se de um elemento tóxico e relacionado com um grande número de doenças físicas e mentais.

Estudos publicados demonstram que a metade do flúor (ácido hexafluorsilícico) que é administrado na água canalizada poderá produzir danos genéticos. O flúor é um subproduto altamente tóxico da fabricação do alumínio.

O flúor é mais tóxico que o chumbo, cuja quantidade na água potável não deve superar 0,5 partes por milhão (ppm). O nível do flúor na água potável costuma ser da ordem de 1,5 ppm.

A fluoretação da Água potável é motivo de controvérsias entre muitos cientistas, políticos e ativistas, pois o Flúor é considerado medicamento pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Saúde Mental, por Rubem Alves


Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.

Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maikóvski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. van Gogh se matou. Wittgenstein se alegrou ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakóvski suicidou.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.

Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias se comportam bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado, nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme!), ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, que tenha a coragem de pensar o que nunca pensou. Pensar é coisa muito perigosa...

Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idiotas de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. É claro que nenhuma mamãe consciente quererá que o seu filho seja como van Gogh ou Maiakóvski. O desejável é que seja executivo de grande empresa, na pior das hipóteses funcionário do Banco do Brasil ou da CPFL. Preferível ser elefante ou tartaruga a ser borboleta ou condor. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego. Mas nunca ouvi falar de político que tivesse stress ou depressão, com excessão do Suplicy. Andam sempre fortes e certos de si mesmos, em passeatas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos.

Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas se chama hardware, literalmente coisa dura e a outra se denomina software, coisa mole. A hardware é constituída por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. A software é constituída por entidades espirituais - símbolos, que formam os programas e são gravados nos disquetes.

Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos, o cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo espirituais, sendo que o programa mais importante é linguagem.

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele. Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso de símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.

Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos do Drummond e o corpo fica excitado.

Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e acessórios, o software, tenha a capacidade de ouvir a música que ele toca, e de se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta, e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei, no princípio: a música que saía do seu software era tão bonita que o seu hardware não suportou.

A beleza pode fazer mal à saúde mental. Sábias, portanto, são as empresas estatais, que têm retratos dos governadores e presidentes espalhados por todos os lados: eles estão lá para exorcizar a beleza e para produzir o suave estado de insensibilidade necessário ao bom trabalho.

Dadas essas reflexões científicas sobre a saúde mental, vai aqui uma receita que, se seguida à risca, garantirá que ninguém será afetado pelas perturbações que afetaram os senhores que citei no início, evitando assim o triste fim que tiveram.

Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente perigosos. Já o roque pode ser tomado à vontade, sem contra indicações. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do Dr. Lair Ribeiro, por que arriscar-se a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. A saúde mental é um estômago que entra em convulsão sempre que lhe é servido um prato diferente. Por isso que as pessoas de boa saúde mental têm sempre as mesmas idéias. Essa cotidiana ingestão do banal é condição necessária para a produção da dormência da inteligência ligada à saúde mental. E, aos domingos, não se esqueca do Sílvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo esta receita você terá uma vida tranquila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, ao invés de ter o fim que tiveram os senhores que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já não mais saberá como eles eram.

(Provavelmente escrito em 1994, por Rubem Alves)





sexta-feira, 17 de maio de 2013

SÁDICOS - SERIAL KILLERS - PSICOPATAS...




Psicopata, a rigor designa um indivíduo, clinicamente perverso que tem personalidade psicopática, conhecido como sociopatas. Estes por sua vez, na perspectiva psicanalítica são os portadores de neuroses de caráter.

A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. 

A psicopatia parece estar relacionada a algumas importantes disfunções cerebrais, sendo importante considerar que um só único fator não é totalmente esclarecedor para causar o distúrbio; parece haver uma junção de componentes. Embora alguns indivíduos com psicopatia mais branda não tenham tido um histórico traumático, o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e serial killers . Há de se considerar desde a genética, traumas psicológicos e disfunções no cérebro (especialmente no lobo frontal e sistema límbico).

Se você for vítima de um SÁDICO ou PSICOPATA, tome cuidado, ele pode contaminar os outros com suas idéias perversas e te prejudicar por vários anos. Em geral, eles são muito sociáveis! Ajudá-lo é o melhor que se pode fazer para um indivíduo assim!


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Genética e os limites corporais


Esse é o casal Fitness Brasil 2012, são lindos para o protótipo atual!

Segundo a palestra de Augusto Cury, Ditadura da Beleza, apenas 2 % da população mundial consegue atingir o protótipo atual. Será que os outros 98 % estão no padrão da geração anterior? 


Esse é o casal do Titanic, representando o ano de 1912.


Palestra de Augusto Cury (1 h e 13 min) - http://youtu.be/aFr5_3GNCls

Nesta palestra, Augusto Cury nos faz refletir a respeito da Ditadura da Beleza, da opressão que a sociedade exerce sobre as pessoas. O autor propõe que cada ser humano assuma sua própria história, pois somos únicos no palco da existência e não precisamos seguir esterótipos de artistas famosos (homens fortes e musculosos ou mulheres excessivamente magras). Segundo o Psiquiatra, os jovens são os que estão sofrendo mais com essa ditadura, embora a indústria do lazer esteja cada vez mais crescente, a grande maioria sente-se triste. 

Algumas dicas para viver melhor:

- Respeite sua Genética;
- Gerencie seus Pensamentos (memória RAM);
- Administre suas Emoções;
- Quando for necessário reedite seu "Eu";
- Cuide do que pensa e sente, enfim cuide do seu prazer de viver.
- Não permita que suas janelas Killer assassinem sua lucidez da colcha de retalhos da sua personalidade.
- Faça uma pausa quando necessário.
- Adolescentes são mais impulsivos, adultos tendem a ser mais ponderados, a não condenar e excluir, pois tem mais janelas mentais para associar.


Obs. Uma das melhores palestras que já ouvi...interessante a explanação a respeito dos ensinamentos de Jesus, da possibilidade de trabalhar os conflitos e renovar atitudes.

* Jamais critique seu filho(a) em público!
* O mundo precisa de pessoas encantadoras!

" Se as mulheres fossem Generais, não haveria mais guerra, pois elas jamais teriam coragem de enviar seus filhos aos campos de batalha, mas os homens enviam." Augusto Cury


1-Se doe sem esperar retorno.
2- Faça das pequenas coisas um espetáculo para seus olhos.
3-Não é possível apagar a memória, mas podemos reciclar nossos pensamentos e reeditar (Duvidar, Criticar, Determinar).
4-Determine ser alegre e fazer boas escolhas.
5-Cada ser humano tem uma beleza física e psíquica única, nunca se compare com ninguém. Aprenda diariamente a ter um romance com você. Cada um é um personagem único no teatro da vida!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

VIDA SAUDÁVEL, SEM DROGAS




TOXICOLOGIA é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo os efeitos adversos das substâncias químicas sobre os organismos. A Toxicologia Clínica, trata dos pacientes intoxicados. A Toxicologia Experimental, utiliza cobaias para elucidar o mecanismo de ação, espectro de efeitos tóxicos e órgão alvos para cada agente tóxico. A Toxicologia analítica, tem como objetivo identificar/ quantificar toxicantes em diversas matrizes, sendo estas biológicas (sangue, urina, cabelo, saliva, vísceras, etc.) ou não (água, ar, solo). Há ainda, a Toxicologia Ambiental, Forense, de medicamentos e cosméticos, Ocupacional (mercúrio e outros metais), e ainda, Ecotoxicologia, Entomotoxicologia, Toxicologia Veterinária e Botânica.





Sempre alerta, pela vida!

Materiais para prevenção:

http://psicoativas.ufcspa.edu.br/

terça-feira, 28 de agosto de 2012

SUPERAÇÃO


Durante uma palestra para meus alunos na escola, assisti o vídeo de Nick Vujicic, ao pesquisar na internet, encontrei um livro dele, com a seguinte sinopse:

Nick Vujicic nasceu sem pernas e sem braços, tinha apenas um pequeno pé. Cresceu assim, diferente de todos. Enfrentou uma enorme e sufocante solidão, pensamentos depressivos, chegou a tentar o suicídio. Um dia, porém, apercebeu-se de uma coisa extraordinária. Nascer assim não fora obra do acaso. Havia um Plano à sua espera, tudo o que precisava era de aprender a viver com o que tinha. Nick aprendeu. Começou a erguer o seu pequeno corpo, a pô-lo à prova, a dar-lhe vida. Aprendeu a andar de skate, a fazer surf e a tocar bateria. E descobriu que o seu exemplo valia mais do que mil palavras. Apercebeu-se de que, sem querer, se tinha tornado num exemplo para todos os que o rodeavam: ele era feliz. E se ele era feliz, perguntou-se, porque é que as outras pessoas não podiam ser? Hoje, Nick leva essa mensagem aos quatro cantos do globo. Percorre o mundo munido apenas do seu infinito otimismo e da sua contagiante alegria de viver. E em todos os países é recebido por multidões, milhares e milhares de pessoas que apenas o querem ouvir, que apenas o querem abraçar, que apenas querem conhecer os segredos de uma Vida Sem Limites.

Muitas reflexões podem emergir a partir desse exemplo, porém a ideia principal é que tudo pode ser superado, por mais difícil que pareça. Assista o vídeo abaixo, vale a pena.

http://youtu.be/xEJGyRn9HNk

Superação - O homem sem braços e pernas. wmv no youtube com tradução.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Formação SMED - 31 de julho

Palestra promovida pela SMED durante o Seminário de Formação: a prática pedagógica como desafio constante.




Drogadição e Aprendizagem - Psic. Carlos Alberto Duarte Soares

O palestrante iniciou focalizando a Drogatização como um sintoma social, resultante de uma sociedade de consumo e não somente uma doença ou dependência. 

As pessoas querem ser felizes, jovens, bonitas e bem sucedidas, no entanto, ninguém consegue ser feliz o tempo todo, as pessoas envelhecem e nem todos são bem sucedidos. A partir desta realidade surge a sociedade de consumo e o uso de  drogas traz o alivio mágico (imediato).

Segundo o palestrante, o CRACK é a droga do momento, pois promove a felicidade rapidamente. Todas as drogas dão prazer, porém o uso continuado certamente causa problemas biopsicossociais. 

Em geral, os jovens começam a usar drogas na adolescência, alguns experimentam e param, outros prosseguem, tornando-se usuários crônicos.

No caso do uso do crack, os sintomas físicos são evidentes:

- redução drástica do apetite, que leva à perda de peso rápida e acentuada - em um mês, o usuário pode emagrecer até 10 quilos.
- fraqueza, desnutrição e aparência de cansaço físico.
- insônia.
- descuido na higiene pessoal.



Sinais físicos como queimaduras e bolhas no rosto, lábios, dedos e mãos podem ser sinais do uso da droga, em função da alta temperatura que a queima da pedra requer. “Também se notam em alguns casos sintomas como flatulência, diarréia, vômitos, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, além de contrações musculares involuntárias e problemas na gengiva e nos dentes”, aponta Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas (Prodequi) da Universidade de Brasília (UnB). 

Tendo em vista que o crack atinge o lóbulo frontal do cérebro, ocorre falta de atenção e concentração. A pessoa começa a mentir e se distanciar afetivamente, pode apresentar alucinações, sensações de perseguição (paranóia) e episódios de ansiedade, euforia e depressão.

O dependente pode, ainda, passar a furtar objetos de valor de sua própria casa ou trabalho para comprar e consumir a droga. “O humor pode ficar desequilibrado em função do uso ou falta da droga. O usuário alterna entre estados de apatia e agitação”, diz Fátima Sudbrack.

Durante a palestra, ficou evidenciado que tanto o usuário de drogas, quanto os indivíduos com doenças mentais podem aprender, se o professor propor didáticas pedagógicas intencionais, para promover mudanças. Lembrando que o sujeito só escuta o outro, quando há uma relação de afeto (vínculo) e só aprende o que é significativo para ele.

Seria interessante que a escola estivesse atenta a esses casos e imediatamente fizesse acordos e negociações com estes alunos, evitando prejudicar a aprendizagem do restante do grupo e do próprio aluno.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

VIOLÊNCIA e AGRESSÃO

VIOLÊNCIA - Até quando? 


A agressividade é natural ao ser humano. Foi necessária à sua sobrevivência e defesa pessoal. Ela se manifestou em situações de riscos: ataques de animais, lutas corporais contra invasores, catástrofes... Com o passar dos séculos, a humanidade aprendeu a lidar com essa hostilidade, surgiram as regras para o bom convívio social. A educação foi elaborada. Nasceram as escolas, mas a família era a responsável pela educação dos filhos. O desenvolvimento tecnológico iniciou um caminho sem volta... Enquanto isso, na escola, o professor, era o detentor do saber e o aluno, pacífico ouvinte, recebia o conhecimento sem nada contestar. 

Atualmente, as famílias pouco se encontram. Em casa, cada um tem seu horário de trabalho e estudo, os pais já não têm tanto tempo para o contato físico com os filhos. Muitas famílias estão desestruturadas pelo alcolismo, pela droga, pela violência doméstica, desagregação familiar, ausência de valores. O professor já não é o detentor do saber. A informação está em todas as partes: livros, revistas, jornais, cartazes, rádio, televisão, cinema, CD, DVD, INTERNET. Essa informação que chega em grande quantidade torna tudo muito fácil, não é preciso pensar, não é necessario esforço para assistir a um filme, ouvir uma música, navegar na INTERNET. A escola, apesar de ligada à rede mundial de não consegue acompanhar todos os avanços. Já não atrai grande parte dos alunos. 

A violência chegou à escola: alunos agressivos uns com os outros. Nas salas de aula respira-se o desânimo e a indisciplina. Isso é refletido em vandalismos, agressões físicas e verbais, rejeições, discriminações. O professor é tratado com desrespeito e descaso. Ordens e regras pouco são acatadas. Em algumas turmas, dar aulas tornou-se uma tortura. O respeito que se tinha pelo professor não é mais o mesmo. Casos de agressões físicas, ameças e humilhações a professores tornaram-se comuns, e são notícias em jornais nacionais e internacionais. Tornou-se corriqueiro ver um professor agredido e humilhado desistir da profissão. Até quando teremos de conviver com essa agressividade? Ainda estamos no mês de abril, mas veja quantas notícias de agressões a professores já foram manchete este ano.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

AGRESSIVIDADE NA INFÂNCIA


MAU COMPORTAMENTO E AGRESSIVIDADE NA INFÂNCIA 





Muitas crianças agressivas ou com mau comportamento apresentam, na verdade, um sofrimento psíquico. 

Ao contrário do que se pensava, os transtornos mentais podem iniciar-se já na fase infantil, sendo então bastante devastadores na vida do indivíduo. A alteração comportamental é uma das maneiras mais comuns da criança manifestar tristeza, medo, ansiedade, inveja, baixa auto-estima, ou sofrimentos psíquicos de outra natureza. É incomum que a criança consiga verbalizar seu sofrimento. 

Ela ainda não possui linguagem e pensamento amadurecidos para isso. Isto acontece porque a criança encontra-se ainda em DESENVOLVIMENTO e, a imaturidade dos seus sistemas nervoso e emocional faz com que ela tenha muito mais manifestações comportamentais do que verbais. As crianças podem tornar-se agressivas, terem queda de seu rendimento escolar ou mesmo mudarem sua "personalidade" em decorrência de um estresse emocional ou até mesmo um transtorno psiquiátrico mais sério. O mau-comportamento deve servir de alerta aos pais, para procurarem ajuda para seus filhos. O diagnóstico e tratamento precoces podem evitar isto! 

Costumamos graduar o mau-comportamento de crianças e adolescentes segundo a seguinte escala: 

1. desobediência 

2. mentira 

3. roubo 

4. cabular aula 

5. fuga 

6. destruição 

7. incendiarismo 

8. abuso de drogas 

9. crueldade 

10. violência. 

Esta escala descreve uma evolução do mau-comportamento em termos de gravidade e de evolução ao longo da vida, ou seja: crianças pequenas que começam a apresentar desobediência, e que não foram adequadamente orientadas pelos pais, poderão usar drogas e cometer atos violentos na adolescência. 

DESOBEDIÊNCIA - desobedecer significa contrariar a autoridade do outro, quer sejam os pais, professor, etc. Ela pode se manifestar de diversas maneiras: " passividade: a criança ouve, fica quieta e faz o que quer; " enfrentamento pela negativa: "não quero"; "não vou"; " negativismo, ou seja, agir pelo não: faz exatamente o contrário do que lhe foi solicitado. Muitas crianças pequenas desobedientes apresentam, na verdade, o que chamamos Transtorno Opositor Desafiante: é um padrão constante e repetitivo de enfrentamento e desobediência, que acaba por interferir no desenvolvimento da personalidade da criança, tornando-a susceptível a desenvolver comportamentos mais sérios na adolescência/ vida adulta, como uso de drogas ou delinquência. 

MENTIRA - é uma atitude voluntária de falsificar a verdade. Começa a aparecer em geral, após os 3 anos de idade. Antes disso, o que temos são fantasias e não mentiras propriamente ditas. Existem 3 principais motivos que levam uma criança a mentir: " quando teme alguma coisa (apanhar, por exemplo): quando as crianças não têm muita liberdade para expressarem seus sentimentos ou ações (um ambiente muito repressor e/ou violento), acabam aprendendo a mentir como forma de receberem menos punições; " quando quer alguma coisa: ambientes que nunca gratificam a criança podem fazer com que ela passe a mentir ou até simular doenças, para conseguir o que quer; " quando quer mostrar que conhece a falsidade: pessoas que cuidam de crianças (pais, cuidadores, professores, etc) e que possuem o hábito de mentir, inventar histórias, prometer coisas que depois não cumprirão, podem fazer com que as crianças passem a apresentar este mesmo tipo de comportamento, como espécie de imitação. 

ROUBO - a partir dos 2 anos, a criança passa a ter noção do "meu" e do "teu"; dos 3 para 4 anos, ela passa de fato a ter noção de propriedade e, portanto, todo roubo que ela passar a realizar a partir daí, será consciente e acompanhado da noção de culpa. Devemos avaliar o que a criança rouba: é menos grave roubar um objeto bonito e que lhe chame muito a atenção do que roubar um objeto do cotidiano, que não tenha nenhum atrativo visual. Assim, não devemos medir a gravidade do ato de roubar de uma criança pelo valor do objeto mas sim, pela compreensividade daquele objeto ter despertado o interesse e a curiosidade daquela criança. Assim, roubar um lápis pode ser mais grave do que roubar um enfeite qualquer de cristal. 

CABULAR AULAS - mais comum em crianças maiores, a partir do 6º. ano (antiga 5ª. série) do ensino fundamental. Esta "transgressão" pode estar associada a uma série de fatores: impaciência em permanecer na sala de aula; não acompanhamento do conteúdo escolar; seguir o grupo; sentimentos de inadequação com relação aos outros colegas de classe, entre outros. O ato de cabular aula, isoladamente, pode não ser nada de mais. Faz parte do desenvolvimento normal, principalmente na fase da adolescência, apresentar este tipo de comportamento. Cabe aos pais e à escola investigar as possíveis causas do comportamento e impedir novos episódios. Muitas vezes, entretanto, esta é a exteriorização de algum sofrimento psíquico-emocional pelo qual a criança ou o adolescente estejam passando. A ajuda de profissionais especializados nestes problemas e nesta faixa etária, poderá minimizar possíveis consequências desastrosas para o futuro. 

FUGA - uma criança de 2 ou 3 anos pode já apresentar "escapadas" de casa: sair para ir à algum lugar. Há uma finalidade consciente, mas não há ainda uma consciência plena de "transgressão". Na fuga propriamente dita, além de haver maior clareza, por parte da criança, sobre seu "ato transgressor", não há uma finalidade no comportamento em si. Neste sentido, ele é muito mais preocupante e pode indicar presença de doenças psíquicas ou emocionais na criança. 

DESTRUIÇÃO - geralmente indica uma descarga de agressividade. A maneira como o adulto lida com isso será fundamental para a evolução deste comportamento, que poderá ser benigna, com sua extinção ou maligna, com evolução para comportamentos delinquênciais. Algumas doenças neurológicas ou psiquiátricas podem estar envolvidas e, crianças que apresentam episódios de destruição muito intensos ou muito freqüentes deverão ser vistas por um especialista. 

INCENDIARISMO - é a destruição pelo fogo. Pode iniciar-se numa criança, apenas como forma de ela "medir" o seu poder. Mas pode evoluir de uma maneira bastante negativa, como forma de ato vingativo, tornando-se assim um ato delinquencial. Neste caso, estará sempre ligado a aspectos de afetividade intensa (ódio, inveja, etc) e poucos recursos para conter estes afetos. 

ABUSO DE DROGAS - as drogas alteram nosso estado de consciência e, em geral, trazem sensações físicas agradáveis, razão pela qual seus usuários buscam repetir seus efeitos, tornando-se assim dependentes. Em nosso meio, é cada vez mais precoce a experimentação de substâncias ilícitas. No adolescente a experimentação, por si só, não constitui um comportamento patológico; ela está incluída numa atitude global de busca por novas experiências que lhe façam sentido, na construção de uma identidade. Entretanto, alguns fatores de risco estão associados à manutenção deste uso: " A curiosidade natural do adolescente é um dos fatores de risco mais importantes, posto ser o que o moverá para experimentar a substância, estando assim sob risco de desenvolver dependência; " O fácil acesso às drogas e as oportunidades de uso; " Ser do sexo masculino (meninos experimentam mais do que as meninas); " Influência de modismos; " Condições familiares, tanto pelo aspecto genético (filhos de pais dependentes apresentam 4 vezes mais chance de o serem também) quanto pelos aspectos ambientais, fortemente relacionados ao início do uso; " Uso de drogas por pais e/ ou amigos; " Relacionamento ruim com os pais; " Fatores internos do adolescente, como insatisfação e não-realização em suas atividades, insegurança, baixa auto-estima e sintomas depressivos; " Baixo desempenho escolar. O uso de drogas afeta diretamente o desenvolvimento da criança e do adolescente, principalmente com relação às funções cognitivas (capacidade de raciocinar, aprendizagem, etc), capacidade de julgamento, humor e os relacionamentos interpessoais. Quanto mais precoce o início do uso, maiores serão as deficiências nestas áreas. 

CRUELDADE - aqui, o impulso destrutivo não é movido pela emoção violenta, mas sim pelo prazer que o indivíduo sente em ver o sofrimento alheio, quer seja de outra pessoa ou um animal. Quanto menor a idade da criança, mais grave serão as conseqüências deste tipo de atitude em seu desenvolvimento. 

VIOLÊNCIA E CONDUTA ANTI-SOCIAL - crianças e adolescentes com comportamentos violentos e "anti-sociais" recorrentes apresentam o que chamamos "Transtorno de Conduta". Dentre suas características, destacam-se: o tendência permanente para apresentar comportamentos que incomodam e perturbam; o envolvimento em atividades perigosas e até mesmo ilegais; o não apresentam sofrimento psíquico ou constrangimento com as próprias atitudes; o não se importam em ferir os sentimentos das pessoas ou desrespeitar seus direitos; o não possuem capacidade de aprender com as conseqüências negativas dos seu próprios atos. O transtorno de conduta está geralmente associado ao baixo rendimento escolar e a problemas de relacionamento com colegas. É importante lembrar que crianças vítimas de violência podem apresentar comportamentos anti-sociais como reação de estresse. 

O tratamento para todos estes transtornos acima citados requer, muitas vezes, as abordagens psicoterápica, medicamentosa ou ambas. Sua duração é, em geral, bem menor que o tratamento do adulto e, quanto mais cedo for iniciado, menor a chance de evoluir para um transtorno crônico na vida adulta, com necessidade de tratamento para o resto da vida.

Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade




A FALHA DA ATENÇÃO pode aparecer de diversas formas. A pessoa não consegue manter a concentração por muito tempo, daí que, se começar a ler um livro, na metade da página não consegue lembrar o que acabou de ler. Até mesmo numa conversa é capaz de perder o fio da meada. A desatenção é responsável por erros tolos que o estudante comete em matérias que ele seguramente domina, mas que no momento da prova sua atenção caiu.

A pessoa impulsiva tem reações súbitas, de supetão, responde ou reage sem pensar, o que só ocorre depois.. Costuma dar uma resposta sem escutar a pergunta por inteiro, mas a “marca registrada” da impulsividade é a impaciência, a dificuldade de esperar.

Costuma-se dizer que o verbo esperar não existe no dicionário da pessoa com TDAH. Nas brincadeiras não conseguem esperar sua vez, intrometem-se nas conversas dos outros, nunca obedecem filas. Crianças e adultos impulsivos costumam ter reações explosivas súbitas, dizem o que veio à cabeça, mas caracteristicamente essa reação logo passa, se arrependem e tratam a outra pessoa como se não tivessem tido aquela reação poucos minutos antes. Isso é importante para distinguir o TDAH de outros transtornos nos quais a raiva e o ressentimento duram horas e até dias.

Hiperatividade é sinônimo de TDAH?

Não, a rigor, hiperatividade significa apenas o aumento da atividade motora, que pode se encontrar em diversos transtornos psíquicos, como na esquizofrenia, na fase maníaca do trantorno bipolar, em certos quadros ansiosos com agitação, e até mesmo em casos de reações a certas medicações (antiasmáticos, antialérgicos, etc.), como também em decorrência de certas doenças físicas, como hipertireoidismo, doenças cerebrais, etc.

Quais são os transtornos que se associam mais frequentemente com o TDAH?

1- Transtornos do Aprendizado (dos quais os mais comuns são os transtornos de leitura, de escrita e de matemática)

2- Transtorno de Desafio e Oposição e Transtorno de Conduta
3- Tiques
4- Transtornos Ansiosos (Pânico, Fobia Social, Tanstorno de Ansiedade Generalizada)
5- Transtornos do Humor ( Depressão, Distímia, Transtorno Bipolar)
6- Abuso de Drogas e Alcoolismo

http://www.projetopassarinho.com.br/sobre_tdah_3.html

sexta-feira, 27 de abril de 2012

IÇAMI TIBA



Todo mundo fala: “errar é humano” ou “errando é que se aprende.”

Isso é mentira. É corrigindo o erro que a gente aprende.
Se não aprender, tem que aplicar consequências.
Mostrar o que ele provocou por não ter feito algo.
Então vai corrigir pra não fazer outra vez.





Confiram a entrevista de Içami Tiba, psiquiatra e educador, concedida à repórter Rosângela Santos para o Papo de Mãe e vejam o que ele tem a dizer sobre o assunto.



RS: Como educar os filhos nos dias de hoje?



IT: Hoje, para se educar, os pais precisam se preparar porque não adianta ser pai e mãe biológicos, pois isso não capacita pais para educarem. Então, a melhor maneira de educar é os pais aprenderem como se educa conforme a idade. Hoje, existe uma literatura muito vasta, basta que os pais coloquem como prioridade. Pode ser assistindo a um programa como este (Papo de Mãe), pode ser lendo livros... Em todos os jornais, pelo menos uma vez por semana, tem destaque uma parte para educação. Tem revistas... Então só não lê, só não se atualiza, quem ainda não entendeu que precisa colocar isso como prioridade.

RS: Antigamente era mais fácil educar?

IT: Não. Antigamente, não se educava também. Exigia-se e escravizava-se. Se a gente tivesse sido educado, nós saberíamos como educar. Educação é uma competência. É como um líder: um líder ensina o outro a ser líder também. Uma pessoa que é chefe ensina o outro a ser chefe. Nós aprendemos a ser chefes e não líderes. Mas hoje estamos numa outra época, em que os filhos aceitam muito a liderança, só que ela é rotativa, não é de uma pessoa só. Se o filho entende de internet e o pai não entende, então quem vai liderar este tema vai ser o filho, e todos na família ganham com isso. Ficou de ponta cabeça. O pai antes era o provedor, o sabedor de tudo, o que vai resolver tudo. Hoje não é mais assim... Às vezes, o pai está doente, não sabe que doença tem e o filho identifica porque o pai do amigo teve e dá uma força. Aquela relação vertical hoje se horientalizou para a família. A educação seria algo assim: um grupo de pessoas empenhadas no bem estar da família. Isso vai reverter num bem estar da sociedade com grandes olhos para o bem estar do planeta.

RS: Na sua opinião, quais são os maiores desafios que os pais enfrentam hoje?

IT: Primeiro ponto: a falta de conhecimento educativo. Segundo: é que as opções são muitas e os pais estão meio perdidos em qual é o melhor caminho. Terceiro: os filhos não são mais os mesmos. Antigamente, antes da era da internet, de crianças indo cedo para a escola, era fácil passar valores para os filhos porque eles conviviam com as famílias intensamente, sem interferência externa. Hoje, a interferência começa muito cedo com babá, TV, escola... Então, quando a criança começa a entender as coisas, ela já está incorporando junto com valores familiares outros valores. Aí a criança começa a contestar o que os pais fazem...

RS:Quando é que os pais devem impor limites às crianças?

IT: Desde que nascem porque nós precisamos de um limite biológico. O parto é o sinal de que pais não podem aceitar uma criança folgada que queira ficar 10 meses na barriga. E é assim também quando se começa a amamentar. A criança tem que ter ritmo de alimentação e não se alimentar quando quer. Não quer mamar, mas fica usando o seio como chupeta. Isso não pode! Então, tudo tem que ter ritmo. Chama-se ritmo biológico. A partir da compreensão da criança... Nós temos que ver qual competência a criança tem para fazer. Não adianta pedir algo muito elaborado, que ela não tenha idade para fazer. Mas é a partir das coisas simples que ela fizer, isso vai alimentando o ego dela, dando uma auto-estima suficiente de que “eu sou capaz”. Ela vai acreditando e vai crescendo cada vez mais competente. Agora, se nós fazemos por ela, ela aprende a depender, e estamos aleijando essa força da auto-estima que viria desde o comecinho. Ela fica numa espécie de “bolha”, que vai crescendo dentro da própria pessoa e isso muda tudo na vida. Determina se vai ter uma boa auto-estima ou uma auto-estima fraca.

RS: O “não” que vira “sim” prejudica muito as crianças?

IT: Prejudica muito. Muito porque não formamos cidadãos. Então formamos regras sociais à nossa maneira desde que não sejamos pegos. Em casa a mãe diz “não”. Aí a criança não faz nada até que a mãe ou o pai fala “sim” e derruba tudo. É o último dominó que derruba todos os “não” ditos até então. O que criança aprendeu? Existe regra? Existe sim, mas basta insistir que eu consigo. Isto é o grande drama do Brasil: todas as pessoas que furam as regras são as pessoas que uma hora acham que vão conseguir o que querem! Para a criança não tem pequeno ou grande. Nós é que dimensionamos. Quando ela quer uma coisa, quer no seu ser absoluto, pois ela não tem noção de grandeza, nem de responsabilidade. Isso se chama educação: passar esses valores, essas noções, para que criança crie dentro de si aquela condição de saber “isso eu posso fazer, isso eu não devo”.

RS: O que representa a falta de limites para o futuro da criança?

IT: Estraga a vida porque ela não vai conseguir acompanhar tudo o que precisa de limites. Por exemplo: na escola, ela precisa de limites. Quem não tem limites não se adequa à escola. Tem horários, lição de casa, provas. Ela vai querer estudar numa hora que é recreio e na aula vai querer ter recreio? Não tem condições. Na vida é assim! E ela acaba encontrando um jeito porque a criança precisa encontrar o ritmo dela. Isto acaba sendo deixar tudo para última hora porque, na última hora, todo mundo ajuda. E no social, ela vai sempre achar que existe uma lei que vai ajudar os que faltam porque aqueles que cumpriram se ferraram e o que bancou o espertinho e deixou por último, saiu beneficiado. Por isso que essa cultura brasileira interfere na família. Por isso temos que mexer da família para fora. Esses comportamentos que a gente condena são comportamentos que são reforçados fora de casa porque é em casa que aprendemos. Por isso faço tanta questão de dizer que é em casa que temos que educar as crianças.

RS: O amor em excesso pode estragar uma criança?

IT: Não. Existem pais que amam demais os próprios filhos, porém o que estraga são os comportamentos inadequados e não o excesso de amor. Daí mistura os dois juntos e fala que excesso de amor atrapalha. Não é não. Amor precisa existir. As crianças precisam, no início da vida, serem mais importantes que os próprios pais para os pais. Eles mesmos têm que colocar os filhos em primeiro lugar. Se o bebezinho está chorando, tem que ser atendido rápido. Não tem que deixar chorar meia hora - a não ser que seja por outro motivo que posso até explicar depois. Fora isso, o choro de recém nascido é desesperador para a própria criança porque ela não tem noção de tempo e sofre horrores. Parece que mundo vai acabar... Existe confusão entre a sensação de amor e o comportamento que os pais tomam. O que atrapalha não é o excesso de amor, elas precisam mesmo de amor, mais do que os adultos. Então, fora desse período, precisam aprender que amor tem que ser dividido entre as pessoas e não mais pra um do que pra outro, tem que dividir. O comportamento inadequado é quando nós usamos “em nome do amor” para fazer algo para o filho. No fundo, estamos aleijando a capacidade dele. Esse tipo de excesso faz mal. Em vez de desenvolver, a aleijamos na área que eles têm condições. Por peninha, muitas vezes, porque não se tolera que filho não faça. Se os pais não fizerem, o filho aprende. Não é excesso de amor que deseduca. O que deseduca são os excessos que os pais cometem quando fazem pelo filho o que ele é capaz de fazer. Daí os pais começam a se justificar, a colocar culpa em outra coisa e dizem que ele (o filho) já nasceu assim. Ninguém nasce assim. Nós é que educamos. Todos vão se corrigir quando tomarem consciência do quanto podem mudar. Por que nós ensinamos a nossos filhos que eles estejam sempre certos e os outros errados??? O filho bate com a cabeça na mesa e a mãe diz: “mesa feia!” e bate na mesa. O que a mãe está dizendo é que a mesa está errada e que ela se colocou no caminho da criança que estava inocentemente correndo pelo mundo? Não existe isso. Deve-se dizer: “então filho, tome mais cuidado, e agora chora porque dói mesmo”. Pronto e acabou. Ele nunca mais vai bater a cabeça na mesa. Senão, o colega que é ruim, a babá que não presta, a empregada que é não sei o quê, a escola, o patrão que não serve...

RS: Um filho é diferente do outro?

IT: Graças a Deus são diferentes. Quando o mais velho nasce, todo mundo está olhando para ele. Quando o segundo nasce, tem um dedo enfiando no olho dele. Por mais que pais queiram, nunca os filhos serão iguais. A parceria é desigual. O mais velho manda no mais novo e mais novo dá este poder. O mais velho tem idéias. Se o mais velho sabe fazer ele faz, se o mais novo não sabe, não vai fazer. Erram os pais quando, por exemplo, já na adolescência, o mais velho com 13 quer sair e o menor com 11 não tem com quem ficar. Aí a mãe fala “só sai se levar o menor”. Estraga os dois! Porque o de 11 ainda está na confusão, o de 13 com malícia. O de 11 funciona como o “bobo” da turma e vai levar porrada e o de 13 vai “pagar mico” . O mais velho tem que frenquentar a tuma dele e o menor a dele - que vai se divertir com outros assuntos. O grande segredo é tratar os filhos de jeito diferente. Na vida, a gente aprende com as diferenças, veja este exemplo: faz de conta que eu tenho um cachorro. Eu o agrado e ele olha pra mim e faz tudo pra mim como se eu fosse um rei. Daí eu tenho um gato, também agrado, faço tudo e o gato olha pra mim e diz “eu devo ser o rei”. Então, minha atitude depende da recepção que outro tem. Se um me maltrata porque eu fiz o bem, eu tenho que corrigir? Então, não é como os pais gostariam que fosse: falam uma coisa e querem que todos os filhos respondam igual. Isso não acontece...

RS: É correto premiar o filho quando ele faz algo certo?

IT: O filho merece tem, não merece não tem. Não importa. Cumpriu a tarefa? Tem. Não cumpriu? Não tem. Agora, tarefa não se premia não! Tarefa é obrigação. Porque se a gente premia a tarefa, daqui a pouco ele não faz nada porque não ganha nada... Você pede, ele não faz, e ainda diz “não ganho pra isso”.

RS: Castigo resolve?

IT: Não. Se castigo resolvesse todos os filhos seriam maravilhosos porque eu nunca vi uma criança que não tenha sido castigada. O que educa é corrigir o erro na base da consequência. Todo mundo fala: “errar é humano” ou “errando é que se aprende”. Isso é mentira. É corrigindo o erro que a gente aprende. Se não aprender, tem que aplicar consequências. Mostrar o que ele provocou por não ter feito algo. Então vai corrigir pra não fazer outra vez. Temos uma coisa que odiamos: corrupção, desvio de verbas... coisas que horrorizam, mas onde isso começou? Dentro de casa! Quando o filho de 6 anos pega dinheiro pra comprar lanche e vai lá e compra figurinha... Chega em casa e os pais ainda ajudam a colar no álbum! O que aconteceu? Os pais endossaram o desvio de verbas! Ele usou o que não podia. O dinheiro era para o lanche e não pra ele gastar com figurinha...

RS: O que pais devem fazer nessa hora?

IT: Devem dizer: “olha, você errou filho e você vai, durante uma semana, levar lanche de casa. Na próxima semana, a gente tenta outra vez. Se você acertar, aí vai ganhar dinheiro pro lanche, se outra vez gastar com o que não deve, vai ficar mais uma semana levando lanche de casa e ponto”. Ele aprende. Porque, caso contrário, depois sai de carro para ir até a padaria e dá volta pela cidade. Abusa do que não é dele. E quem ensinou??? Não adianta só o pai falar. Tem que ensinar. Filho faz o que aprendeu. E como aprendeu? Vendo!!! A transgressão é fácil. O “jeitinho” que se conseguem as coisas, a criança vê. A criança faz o que vê. Se o pai vai ultrapassar alguém no trânsito, ofende e xinga, pode estar certo de que a criança ali atrás já está com ódio do outro. É isso que ele está ensinando. Daí não adianta dizer que não pode xingar... Acha que por falar corrigiu o erro? Ele que não fale palavrão, ele que mostre o bom exemplo!

RS: Gritar resolve?

IT: Se gritar resolvesse, crianças seriam ótimas. Não tem mãe que não grite e nada irrita mais um filho do que uma mãe gritona! O pai é um trovão, filho não aguenta! Fale só uma vez. Se entendeu, entendeu. Se não entendeu, vai sofrer as consequências de não ter entendido para aprender a entender. Por exemplo, vou chamar você pra jantar e quero que você desça. Se não vier, vou fechar tudo e quando você quiser você vem, esquenta sua comida e deixa a comida em ordem, como encontrou. Caso contrário, não vai dormir. Aí ele (o filho) vem depois pra testar... Daí a mãe acaba fazendo miojo! Pra que fazer miojo???? Ele que se vire, ou então vai dormir sem comer. Se ele comeu, deixou bagunça na cozinha e foi dormir acorde ele com uma gotinha de água na testa e diga que só vai dormir depois que arrumar a bagunça! E deixe sem dormir uma noite. Isso não é castigo, é consequência. Se ele arrumar, pode dormir. Se não arrumar, não pode. Castigo é quando a gente dá uma surra que não tem nada a ver com arrumar ou não a cozinha.

RS: Tem que ter regras?

IT: Sim. Vai ter hora pra comer e se não veio fica sem comer. Ninguém morre por isso. O que eu acho é que isso não é excesso de amor, é moleza de pai e mãe. Seja firme uma vez e acabou. Ninguém gosta de dormir com fome!

RS: Quais são seus conselhos para prevenir o uso de drogas?

IT: A adolescência é um segundo parto. É nascer da família de criança para dar passos sozinho. Dentro da família, existe a ordem dos pais, ele recebe um sobrenome. Na adolescência, quer o nome dele, o apelido, vai atrás de identidade própria. E neste caminho, faz coisas boas e ruins. O acompanhamento dos pais vai selecionar o que é bom e o que não é bom. O que ele faz na rua, traz pra casa. Um bom exemplo é comparar com o piolho. Por melhor lugar que filho frequente, ele pode voltar com piolho. E não é porque pegou num bom lugar que vamos aceitar ter piolho em casa. Piolho significa um comportamento que eu não aceito e eu combato em casa! Se chega ele diferente e eu fico quieto, eu estou autorizando que ele traga para casa coisas erradas. Antigamente, achava-se que quem usava drogas tinha problemas. Hoje não é assim. O adolescente não tem problema, tem é curiosidade. Experimenta a droga. E a droga se experimentada, já altera a química na primeira experimentação. Você pode querer fazer outra vez se for gostoso porque cérebro está acostumado a repetir o que é gostoso. Então tem pessoas que tem que saber que droga é gostosa, mas não é para experimentar nem pra usar! Mas aí ele experimenta e diz “a vida é minha”. A vida não é dele não! Ele ainda está na fase que depende dos pais! Os pais assinam coisas. Se vier com este comportamento, os pais têm que combater. Pais sendo frouxos, vão piorar a situação. Se a gente não sabe o que fazer, então aprende uma coisa: se não sabe, vamos estudar para ver o que é! Temos que ter a posição de aprender sempre. Pais têm obrigação de, se não souber, partir para saber...