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segunda-feira, 7 de abril de 2014

O que fazer para melhorar o cérebro ? Entrevista com Paulo Niemeyer Filho.



Entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, abaixo, quando lhe foi perguntado:

O que fazer para melhorar o cérebro ? 

Resposta: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazerexercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a auto estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto estima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma? 

PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro? 

PN: Todo exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância,etc.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer? 

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente ,com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas? 

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus? 

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:

"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz: 

"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais independente de religião.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Papel alumínio - cuidados.


" O papel alumínio é largamente utilizado na gastronomia, mas na grande maioria das vezes isto acontece de forma incorreta. Vejo pessoas usando-o direto nos mais variados pratos e, também, em seu dia-a-dia. É que os usuários tendem a colocar o lado brilhante virado para fora, pois deixa o visual do prato mais bonito. O lado mais brilhante é assim porque recebe um polimento para criar uma barreira ao contato direto do alumínio com o alimento e, por conseguinte a liberação do alumínio para a nossa receita. 

Esta proteção, o polimento, só não acontece dos dois lados, pois é um processo caro que inviabilizaria a comercialização do mesmo.  O alumínio é altamente tóxico e é comprovadamente o responsável por complicações gerais no funcionamento do nosso organismo e um grande alavancador do Mal de Alzheimer, inclusive fomentando sua aparição precoce.

Como usá-lo?

Além de usá-lo com o lado brilhante voltado para o alimento, deve-se evitar dar mais de uma volta no alimento, pois na segunda volta em diante os líquidos que gravitarem entre as camadas serão poluídos com o alumínio e voltarão impiedosamente para a nossa receita. Assim é importante fazer a finalização em forma de trouxa que deve ficar situada na parte superior, para evitar esta comunicação dos caldos do alimento com a parte ruim do papel-alumínio.

Sobre as panelas de alumínio

Na minha cozinha é expressamente proibida a areação de panelas na parte de dentro, pois quando isto acontece, toda vez que cozinhamos algo estamos também incorporando o temível alumínio à nossa receita. Quando isto acontece por alguma pessoa desavisada ou quando a panela ou caneca é nova, fervo algumas cascas de ovo na panela cheia de água, para elas liberarem o carbonato de cálcio, que vão impermeabilizar nossa panela, dando a segurança que necessitamos para nós mesmos e para as pessoas que mais amamos; nossa família e nossos amigos.

ALUMÍNIO - ÚTIL E MORTAL - Dr. Sérgio Teixeira 

Se seu cabelo está caindo, desconfie do alumínio...

Este metal, quando está excessivo no organismo, provoca grande oleosidade no couro cabeludo, que vai sufocar a raiz dos cabelos. Usar xampus contra a oleosidade ajuda, mas se você não eliminar a causa, vai perder muito cabelo.

Muitas vezes, a queda de cabelos vem acompanhada de dormências ou formigamentos quando se fica na mesma posição (com as pernas cruzadas, por exemplo). Além dos seus cabelos, todo o seu organismo está sendo prejudicado: o alumínio deposita-se no cérebro, causando o mal de Alzheimer (esclerose mental precoce) e expulsa o cálcio dos ossos, produzindo a osteoporose. Esse cálcio vai se depositar em outros lugares, produzindo bursite, tártaro nos dentes, bico de papagaio, cálculos renais.... E também vai para dentro das suas artérias, estimulando a pressão alta e a possibilidade de isquemias cardíacas (infarto), cerebrais (trombose) e genitais (frigidez e impotência).

Para o Dr. Mauro Tarandach, da Sociedade Brasileira de Pediatria, está bem claro o papel do alumínio nas doenças da infância, graças ao avanço da biologia molecular no que tange ao papel dos oligoelementos na fisiologia e na patologia. Os sintomas clínicos da intoxicação por alumínio nas crianças, além da hiperatividade e da indisciplina, são muitos: 
- anemia microcítica hipocrômica refratária ao tratamento com ferro, alterações ósseas e renais, anorexia e até psicoses, o que se agrava com a continuidade da intoxicação. 

Atualmente se utiliza a biorressonância para avaliar o nível do alumínio e outros metais. O método é muito menos dispendioso, podendo ser utilizado no consultório ou na casa do paciente. E como o alumínio entra no organismo? Através das panelas de alumínio, por exemplo, que vêm sendo proibidas em muitos países do mundo. Na Itália, famosa por seus restaurantes, nenhum deles pode usar essas panelas, devido à proibição do governo italiano. É que as panelas de alumínio contaminam a comida intensamente.. Para você ter uma ideia: pesquisa da Universidade do Paraná demonstrou que as panelas vendidas no Brasil deixam resíduos de alumínio nos alimentos que vão de 700 a 1.400 vezes acima do permitido. Isso só ao preparar a comida.. Se esta ficar guardada na panela por algumas horas, ou de um dia para o outro, este valor pode triplicar ou quintuplicar.. 

Viu por que vale a pena trocar de panelas?

Mas não é só. Sabe as latinhas de refrigerantes e cervejas, hoje tão difundidas no Brasil? Pesquisa do Departamento de Química da PUC demonstrou que elas não são fabricadas de acordo com os padrões internacionais. Em conseqüência, seu refrigerante predileto pode conter quase 600 vezes mais de alumínio do que se estivesse na garrafa. E além do alumínio, foram demonstrados pelo mesmo estudo mais 12 outros metais altamente perigosos para a saúde nessas latinhas, como o manganês, que causa o mal de Parkinson, ocádmio, que causa psicoses, o chumbo, encontrado no organismo de muitos assassinos, e outros. Prefira SEMPRE as garrafas, OK? Descoberto em 1809, o alumínio é um metal muito leve (só é mais pesado do que o magnésio) e já foi muito caro. Naquela época, Napoleão III, imperador da França, pagou 150 mil libras esterlinas (mais ou menos 300 Mil reais) por um jogo de talheres de alumínio. Esse metal tem espantosa versatilidade, sendo utilizado em muitas ligas metálicas. Depois do aço, é o metal mais usado no mundo, seja em panelas, embalagens aluminizadas de sucos, iogurte e outras, papel alumínio para embalar alimentos, (um dos piores pois os alimentos vão ao forno ou estão quentes) latas de refrigerantes e cervejas, antiácidos e desodorantes antitranspirantes, assim como vasilhames para cães e gatos comerem e beberem. Nestes, pode causar paralisia dos membros posteriores que leva ao sacrifício precoce dos animais."


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Não ao refrigerante!






O jeito é continuar tomando água mineral sem gás.




Flúor, vilão ou vítima


Se o flúor contido na água prevenisse as cáries, os alunos de minha escola não teriam 7 ou 8 cáries com apenas 12 anos. Cuidado com a água, flúor também é veneno ou seja é um resíduo tóxico. Mariel Hidalgo

Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre a nocividade do flúor, traduzi esse vídeo que é uma delcaração de um profissional, o DR. Bill Osmunson que está em uma campanha pelos EUA para pedir o fim da fluoretação na água.



" Pesquisadores americanos identificaram a relação entre utilização do flúor e diminuição de lesões de cárie, muitas pesquisas foram realizadas e está confirmado cientificamente que a utilização de fluoretos, desde que corretamente prescritos, não está associada a malefícios à saúde do ser humano, como câncer de medula, ossos quebradiços, paradas cardíacas e ou até depressão, como foram citados como males causados pelo flúor. Entretanto, foi “esquecido” de mencionar em quais dosagens de ingestão de flúor esses problemas poderiam ocorrer. Uma frase famosa diz: “O que diferencia o veneno do remédio é a dose”. Por exemplo: Um antibiótico é prescrito para eliminarmos uma infecção, porém se tomarmos 50 comprimidos de cada vez, poderemos ter uma parada cardíaca. Os problemas de saúde citados só poderiam ocorrer pela ingestão de flúor em níveis muito superiores aos recomendados. O que se busca na atualidade é um agente que seja terapêutico, em concentrações mínimas, principalmente quando o objetivo a ser logrado é a prevenção da cárie dentária."


As pesquisas mostraram claramente que os fluoretos presentes na cavidade bucal, em pequenas quantidades diárias , são suficientes para reduzir o metabolismo bacteriano, reduzir a aderência bacteriana à placa e tornar o meio bucal menos ácido. A administração de fluoretos antes da erupção promove a sua incorporação ao esmalte. A adequada incorporação de fluoreto no dente determina que a camada externa do esmalte se torne mais dura e mais resistente à desmineralização.


Formas de aplicação:

1) Dentifrício : sua utilização, 3 vezes ao dia, oferece uma substituição contínua do fluoreto perdido durante as quedas de pH na placa.

2) Bochechos: As soluções fluoretadas para bochecho ficam por um período de até 4 horas na cavidade oral diminuindo as perdas de sais minerais que ocorrem nos dentes, além de reduzir a quantidade de bactérias presentes na flora bucal. Podem ser feitas na forma de preparações para uso diário (0,05%NaF) ou semanal (0,2%NaF). É um método seguro, pois para que ocorra a intoxicação é necessária a ingestão de uma quantidade 5 vezes e meia maior do que a usada no bochecho semanal.

3)Gel tópico e vernizes : por apresentarem elevadas concentrações de flúor, devem ser aplicados exclusivamente por Cirurgiões-Dentistas, que devem fazer o correto monitoramento de seus pacientes de acordo com o risco de cárie dos mesmos.

Desta forma, queremos tranqüilizar a população quanto ao uso de fluoretos, lembrando que os frutos do mar, as carnes brancas, o chá preto e os vegetais verde-escuros são fontes naturais riquíssimas em flúor, que todos consumimos.



O flúor na água faz mal ?

Trata-se de um elemento tóxico e relacionado com um grande número de doenças físicas e mentais.

Estudos publicados demonstram que a metade do flúor (ácido hexafluorsilícico) que é administrado na água canalizada poderá produzir danos genéticos. O flúor é um subproduto altamente tóxico da fabricação do alumínio.

O flúor é mais tóxico que o chumbo, cuja quantidade na água potável não deve superar 0,5 partes por milhão (ppm). O nível do flúor na água potável costuma ser da ordem de 1,5 ppm.

A fluoretação da Água potável é motivo de controvérsias entre muitos cientistas, políticos e ativistas, pois o Flúor é considerado medicamento pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


domingo, 27 de janeiro de 2013

EM CASO DE INCÊNDIO - AGENTES e os TIPOS DE EXTINTORES


Sempre é bom lembrar: uma ocasião participei de um curso de prevenção de acidentes na Acadepol, lembro-me que uma das atividades práticas era manusear o extintor de incêndio e saber identificar os "tipos de fogo", ou seja,  do agente causador do fogo.

Extintor de carro



A função do extintor do carro é dar o primeiro combate ao fogo no início do incêndio, mas depois que ele se alastra não tem mais jeito.





- Nós sempre recomendamos que, se não conseguir apagar o fogo de início, é preferível retirar a bateria, que é a parte elétrica do carro evitando, assim um curto circuito.

A duração desse tipo de extintor. sobre o fogo, é somente 20 segundos (composto de sais minerais, amônia e bicarbonato), que serve para as três classes de incêndio.




LEI MUNICIPAL Nº 3.759 - Estabelece normas de proteção contra incêndio.

Art. 10 - O tipo e a capacidade dos extintores serão a seguinte:

§ 1º - Extintor de Água (Água-Gás ou Água pressurizada) para incêndios Classe "A", com capacidade mínima de 10 litros.
§ 2º - Extintor de Espuma (Química ou Mecânica), para incêndios Classe "B" e ou Classe "A", com capacidade mínima de 10 litros.
§ 3º - Extintores de Dióxido de Carbono (CO²) e de pó químico seco (PQS), para incêndios Classe "A" e/ou "C", com capacidade mínima de 6 a 4 quilos de carga respectivamente.

Cuidado com os Fogos de Artifício


Os fogos de artifício são muito antigos formados por pólvora dotados de um pavio para começar a combustão. A combustão inicial gera a rápida ascensão do foguete, que a certa altura detona violentamente. Eles são divididos por classes, e a classe é determinada pelo limite de pólvora que possui o fogo de artifício, a classe A tem ate 20 centigramas de pólvora, e podem ser usados por crianças maiores de 12 anos, desde que, estejam acompanhados pelos responsáveis, além desta classe ainda tem mais três que é a B, C e D. Independente de qual classe pertença o fogo de artifício deve tomar cuidado na hora de manuseá-lo. E para isto vamos lhe listar algumas dicas bastantes uteis:

● É muito importante seguir as instruções das embalagens. Acidentes são comuns com pessoas que não empregam os fogos de forma correta;
 ● Procure um lugar aberto, não  o lance em ambientes fechados, nem juntos às redes de eletricidades. Próximo de residências também não é aconselhável;
● Não utilize fogos em locais onde há perigo de incêndio;
● Nunca solte os foguetes ou bombas dentro de canos, caixas de esgoto, recipientes de vidro e afins;
● Se for soltar fogos, não ingira nenhum tipo de bebida alcoólica
● Caso estiver com pessoas próximas, peça-as para que se afastem e nunca solte em direção a ninguém;
● É aconselhável contratar profissionais especializados em fogos de artifício, em casos daqueles shows pirotécnico
● Nunca deixe os fogos próximos ao corpo, nem perto de fogões, fumantes, crianças e isqueiros;
● Caso o produto falhe, não tente reutilizá-lo. Jogue água no pavio para a segurança.
● Mantenha as crianças sempre longe e não transporte os fogos nos bolsos.


Observação: 

No ano de 1988, trabalhei no plantão do HPS, na noite de Ano Novo, foram registrados mais de cem (100) atendimentos de queimaduras pelo uso de fogos de artifício naquela madrugada. Alguns, bem graves, com dedos ou mãos decepadas, inclusive crianças pequenas. Por isso, jamais estimulei o uso de fogos em minha família, nem no Ano Novo.
Matéria muito interessante:
http://www.ogritodobicho.com/2012/01/legislacao-sobre-fogos-de-artificio-no.html

Prevenção a incêndios urbanos e florestais



A maior parte das vítimas de incêndios não morre das queimaduras, mas de asfixia devido aos gases tóxicos respirados.

Prevenão a Incêndios Urbanos
https://sites.google.com/site/bombeirosdareosa/conselhos/conselhos-incendios-urbanos

Prevenção a Incêndios Florestais



Se encontrar uma pessoa desmaiada num incêndio, tente levá-a para local arejado e seguro.



Ontem era Dia Mundial de Educação Ambiental e hoje Dia da Maior Tragédia envolvendo Adolescentes e Jovens Adultos do RS. Lamentável...

                   

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

VIDA SAUDÁVEL, SEM DROGAS




TOXICOLOGIA é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo os efeitos adversos das substâncias químicas sobre os organismos. A Toxicologia Clínica, trata dos pacientes intoxicados. A Toxicologia Experimental, utiliza cobaias para elucidar o mecanismo de ação, espectro de efeitos tóxicos e órgão alvos para cada agente tóxico. A Toxicologia analítica, tem como objetivo identificar/ quantificar toxicantes em diversas matrizes, sendo estas biológicas (sangue, urina, cabelo, saliva, vísceras, etc.) ou não (água, ar, solo). Há ainda, a Toxicologia Ambiental, Forense, de medicamentos e cosméticos, Ocupacional (mercúrio e outros metais), e ainda, Ecotoxicologia, Entomotoxicologia, Toxicologia Veterinária e Botânica.





Sempre alerta, pela vida!

Materiais para prevenção:

http://psicoativas.ufcspa.edu.br/

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Formação SMED - 31 de julho

Palestra promovida pela SMED durante o Seminário de Formação: a prática pedagógica como desafio constante.




Drogadição e Aprendizagem - Psic. Carlos Alberto Duarte Soares

O palestrante iniciou focalizando a Drogatização como um sintoma social, resultante de uma sociedade de consumo e não somente uma doença ou dependência. 

As pessoas querem ser felizes, jovens, bonitas e bem sucedidas, no entanto, ninguém consegue ser feliz o tempo todo, as pessoas envelhecem e nem todos são bem sucedidos. A partir desta realidade surge a sociedade de consumo e o uso de  drogas traz o alivio mágico (imediato).

Segundo o palestrante, o CRACK é a droga do momento, pois promove a felicidade rapidamente. Todas as drogas dão prazer, porém o uso continuado certamente causa problemas biopsicossociais. 

Em geral, os jovens começam a usar drogas na adolescência, alguns experimentam e param, outros prosseguem, tornando-se usuários crônicos.

No caso do uso do crack, os sintomas físicos são evidentes:

- redução drástica do apetite, que leva à perda de peso rápida e acentuada - em um mês, o usuário pode emagrecer até 10 quilos.
- fraqueza, desnutrição e aparência de cansaço físico.
- insônia.
- descuido na higiene pessoal.



Sinais físicos como queimaduras e bolhas no rosto, lábios, dedos e mãos podem ser sinais do uso da droga, em função da alta temperatura que a queima da pedra requer. “Também se notam em alguns casos sintomas como flatulência, diarréia, vômitos, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, além de contrações musculares involuntárias e problemas na gengiva e nos dentes”, aponta Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas (Prodequi) da Universidade de Brasília (UnB). 

Tendo em vista que o crack atinge o lóbulo frontal do cérebro, ocorre falta de atenção e concentração. A pessoa começa a mentir e se distanciar afetivamente, pode apresentar alucinações, sensações de perseguição (paranóia) e episódios de ansiedade, euforia e depressão.

O dependente pode, ainda, passar a furtar objetos de valor de sua própria casa ou trabalho para comprar e consumir a droga. “O humor pode ficar desequilibrado em função do uso ou falta da droga. O usuário alterna entre estados de apatia e agitação”, diz Fátima Sudbrack.

Durante a palestra, ficou evidenciado que tanto o usuário de drogas, quanto os indivíduos com doenças mentais podem aprender, se o professor propor didáticas pedagógicas intencionais, para promover mudanças. Lembrando que o sujeito só escuta o outro, quando há uma relação de afeto (vínculo) e só aprende o que é significativo para ele.

Seria interessante que a escola estivesse atenta a esses casos e imediatamente fizesse acordos e negociações com estes alunos, evitando prejudicar a aprendizagem do restante do grupo e do próprio aluno.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SÍNDROME FETAL ALCOÓLICA



Álcool e Gravidez 

O uso de álcool durante a gravidez pode trazer inúmeros problemas para a criança, incluindo hiperatividade, déficits de atenção, aprendizado e memória. Diversos fatores podem contribuir para o surgimento de problemas no feto: padrão de consumo de álcool, metabolismo materno, suscetibilidade genética, período da gestação em que o álcool foi consumido e vulnerabilidade das diferentes regiões cerebrais da criança. Atualmente sabe-se que os riscos para o feto aumentam com o nível de consumo e a freqüência de uso. 

A mais grave das conseqüências relacionadas ao consumo de álcool durante a gestação é a Síndrome Fetal Alcoólica (SFA) que foi descrita pela primeira vez por Jones e Smith em 1973. A criança com SFA apresenta algumas anormalidades faciais e exibe déficit intelectual, problemas cognitivos e problemas comportamentais. Apesar de apresentar inúmeras limitações intelectuais, a criança com SFA apresenta boa performance nos testes de linguagem, mas ainda assim apresenta dificuldades nos testes de aritmética e em seu desenvolvimento sócio-emocional. 


Para que o diagnóstico de síndrome fetal alcoólica seja feito é necessário que o paciente seja avaliado por um pediatra. Isto porque outras doenças que promovem atraso no desenvolvimento neuropsicomotor da criança podem estar presentes ou se confundir com a SFA. Não há uma abordagem terapêutica desenvolvida diretamente para SFA. Complicações clínicas, tais como convulsões ou cardiopatias, requerem tratamentos específicos. O mesmo se aplica à presença de transtornos psiquiátricos associados. Alguns fatores protetores contra complicações sociais e psicológicas já foram identificados como por exemplo:


- Relacionamentos familiares estáveis 



- Diagnóstico da síndrome antes dos 6 anos de idade 

- Ausência de violência física 

- Rotina estável e imune a mudanças periódicas de residência ou cidade 

- Ausência de privações sociais 

- Presença de acompanhamento especializado 

O retardo mental, uma vez estabelecida sua gravidade, deve receber a atenção necessária em serviços especializados. Problemas motores, tais como incoordenação e déficits parecem ter boa resposta a tratamentos fisioterápicos. Não se deve, no entanto, abordar o problema de modo restrito. Medicar um transtorno psiquiátrico, cuidar de alterações oftalmológicas, procurar uma escola especial ou proporcionar a criança atendimento psicológico ou fisioterápico são fundamentais, mas somente eficazes se associados e concomitantes. Deve haver um plano de tratamento e comunicação constante entre todos os profissionais e familiares envolvidos. 



Outra grave conseqüência do uso de álcool durante a gravidez é o chamado Efeitos Relacionados ao Álcool (ERA). Crianças que apresentam ERA apresentam algumas das características dos pacientes com Síndrome Fetal Alcoólica, mas geralmente exibem melhor performance nos testes de inteligência. Existem três formas de ERA: 

a. Parcial: crianças que apresentam algumas alterações faciais e comprometimentos neurológicos. 

b. Malformações Congênitas: crianças que apresentam uma ou mais anormalidades congênitas, incluindo anormalidades cardíacas, auditivas, renais e esqueléticas. 

b. Desordem Neuropsicomotoras: crianças que apresentam déficits em sua capacidade de aprendizado, especialmente em aritmética e em seu desenvolvimento sócio-emocional. Em comparação com a Síndrome do Alcoolismo Fetal, a Desordem Neuropsicomotora Relacionada ao Álcool atinge um número maior de crianças e seus sintomas (incluindo déficit cognitivo) são menos severos do que os sintomas apresentados por crianças com SFA.





APAE Batatais realiza, durante todo mês de maio, uma campanha de prevenção á Sindrome Alcoólica Fetal - SAF. O objetivo da campanha é alertar sobre os riscos que o consumo de bebida alcoólica , durante a gravidez, representa à saude mental e f´sisica do bebê.
O álcool é a maior causa ambiental de deficiência intelectual no mundo. Por ano, 40.000 crianças apresentam problemas no desenvolvimento causados pelo ao álcool.



EM ESTUDO GDNF: proteína para tratamento ao Alcoolismo ( promove redução do interesse em utilizar álcool).


Reportagem TV





AGRESSIVIDADE NA INFÂNCIA


MAU COMPORTAMENTO E AGRESSIVIDADE NA INFÂNCIA 





Muitas crianças agressivas ou com mau comportamento apresentam, na verdade, um sofrimento psíquico. 

Ao contrário do que se pensava, os transtornos mentais podem iniciar-se já na fase infantil, sendo então bastante devastadores na vida do indivíduo. A alteração comportamental é uma das maneiras mais comuns da criança manifestar tristeza, medo, ansiedade, inveja, baixa auto-estima, ou sofrimentos psíquicos de outra natureza. É incomum que a criança consiga verbalizar seu sofrimento. 

Ela ainda não possui linguagem e pensamento amadurecidos para isso. Isto acontece porque a criança encontra-se ainda em DESENVOLVIMENTO e, a imaturidade dos seus sistemas nervoso e emocional faz com que ela tenha muito mais manifestações comportamentais do que verbais. As crianças podem tornar-se agressivas, terem queda de seu rendimento escolar ou mesmo mudarem sua "personalidade" em decorrência de um estresse emocional ou até mesmo um transtorno psiquiátrico mais sério. O mau-comportamento deve servir de alerta aos pais, para procurarem ajuda para seus filhos. O diagnóstico e tratamento precoces podem evitar isto! 

Costumamos graduar o mau-comportamento de crianças e adolescentes segundo a seguinte escala: 

1. desobediência 

2. mentira 

3. roubo 

4. cabular aula 

5. fuga 

6. destruição 

7. incendiarismo 

8. abuso de drogas 

9. crueldade 

10. violência. 

Esta escala descreve uma evolução do mau-comportamento em termos de gravidade e de evolução ao longo da vida, ou seja: crianças pequenas que começam a apresentar desobediência, e que não foram adequadamente orientadas pelos pais, poderão usar drogas e cometer atos violentos na adolescência. 

DESOBEDIÊNCIA - desobedecer significa contrariar a autoridade do outro, quer sejam os pais, professor, etc. Ela pode se manifestar de diversas maneiras: " passividade: a criança ouve, fica quieta e faz o que quer; " enfrentamento pela negativa: "não quero"; "não vou"; " negativismo, ou seja, agir pelo não: faz exatamente o contrário do que lhe foi solicitado. Muitas crianças pequenas desobedientes apresentam, na verdade, o que chamamos Transtorno Opositor Desafiante: é um padrão constante e repetitivo de enfrentamento e desobediência, que acaba por interferir no desenvolvimento da personalidade da criança, tornando-a susceptível a desenvolver comportamentos mais sérios na adolescência/ vida adulta, como uso de drogas ou delinquência. 

MENTIRA - é uma atitude voluntária de falsificar a verdade. Começa a aparecer em geral, após os 3 anos de idade. Antes disso, o que temos são fantasias e não mentiras propriamente ditas. Existem 3 principais motivos que levam uma criança a mentir: " quando teme alguma coisa (apanhar, por exemplo): quando as crianças não têm muita liberdade para expressarem seus sentimentos ou ações (um ambiente muito repressor e/ou violento), acabam aprendendo a mentir como forma de receberem menos punições; " quando quer alguma coisa: ambientes que nunca gratificam a criança podem fazer com que ela passe a mentir ou até simular doenças, para conseguir o que quer; " quando quer mostrar que conhece a falsidade: pessoas que cuidam de crianças (pais, cuidadores, professores, etc) e que possuem o hábito de mentir, inventar histórias, prometer coisas que depois não cumprirão, podem fazer com que as crianças passem a apresentar este mesmo tipo de comportamento, como espécie de imitação. 

ROUBO - a partir dos 2 anos, a criança passa a ter noção do "meu" e do "teu"; dos 3 para 4 anos, ela passa de fato a ter noção de propriedade e, portanto, todo roubo que ela passar a realizar a partir daí, será consciente e acompanhado da noção de culpa. Devemos avaliar o que a criança rouba: é menos grave roubar um objeto bonito e que lhe chame muito a atenção do que roubar um objeto do cotidiano, que não tenha nenhum atrativo visual. Assim, não devemos medir a gravidade do ato de roubar de uma criança pelo valor do objeto mas sim, pela compreensividade daquele objeto ter despertado o interesse e a curiosidade daquela criança. Assim, roubar um lápis pode ser mais grave do que roubar um enfeite qualquer de cristal. 

CABULAR AULAS - mais comum em crianças maiores, a partir do 6º. ano (antiga 5ª. série) do ensino fundamental. Esta "transgressão" pode estar associada a uma série de fatores: impaciência em permanecer na sala de aula; não acompanhamento do conteúdo escolar; seguir o grupo; sentimentos de inadequação com relação aos outros colegas de classe, entre outros. O ato de cabular aula, isoladamente, pode não ser nada de mais. Faz parte do desenvolvimento normal, principalmente na fase da adolescência, apresentar este tipo de comportamento. Cabe aos pais e à escola investigar as possíveis causas do comportamento e impedir novos episódios. Muitas vezes, entretanto, esta é a exteriorização de algum sofrimento psíquico-emocional pelo qual a criança ou o adolescente estejam passando. A ajuda de profissionais especializados nestes problemas e nesta faixa etária, poderá minimizar possíveis consequências desastrosas para o futuro. 

FUGA - uma criança de 2 ou 3 anos pode já apresentar "escapadas" de casa: sair para ir à algum lugar. Há uma finalidade consciente, mas não há ainda uma consciência plena de "transgressão". Na fuga propriamente dita, além de haver maior clareza, por parte da criança, sobre seu "ato transgressor", não há uma finalidade no comportamento em si. Neste sentido, ele é muito mais preocupante e pode indicar presença de doenças psíquicas ou emocionais na criança. 

DESTRUIÇÃO - geralmente indica uma descarga de agressividade. A maneira como o adulto lida com isso será fundamental para a evolução deste comportamento, que poderá ser benigna, com sua extinção ou maligna, com evolução para comportamentos delinquênciais. Algumas doenças neurológicas ou psiquiátricas podem estar envolvidas e, crianças que apresentam episódios de destruição muito intensos ou muito freqüentes deverão ser vistas por um especialista. 

INCENDIARISMO - é a destruição pelo fogo. Pode iniciar-se numa criança, apenas como forma de ela "medir" o seu poder. Mas pode evoluir de uma maneira bastante negativa, como forma de ato vingativo, tornando-se assim um ato delinquencial. Neste caso, estará sempre ligado a aspectos de afetividade intensa (ódio, inveja, etc) e poucos recursos para conter estes afetos. 

ABUSO DE DROGAS - as drogas alteram nosso estado de consciência e, em geral, trazem sensações físicas agradáveis, razão pela qual seus usuários buscam repetir seus efeitos, tornando-se assim dependentes. Em nosso meio, é cada vez mais precoce a experimentação de substâncias ilícitas. No adolescente a experimentação, por si só, não constitui um comportamento patológico; ela está incluída numa atitude global de busca por novas experiências que lhe façam sentido, na construção de uma identidade. Entretanto, alguns fatores de risco estão associados à manutenção deste uso: " A curiosidade natural do adolescente é um dos fatores de risco mais importantes, posto ser o que o moverá para experimentar a substância, estando assim sob risco de desenvolver dependência; " O fácil acesso às drogas e as oportunidades de uso; " Ser do sexo masculino (meninos experimentam mais do que as meninas); " Influência de modismos; " Condições familiares, tanto pelo aspecto genético (filhos de pais dependentes apresentam 4 vezes mais chance de o serem também) quanto pelos aspectos ambientais, fortemente relacionados ao início do uso; " Uso de drogas por pais e/ ou amigos; " Relacionamento ruim com os pais; " Fatores internos do adolescente, como insatisfação e não-realização em suas atividades, insegurança, baixa auto-estima e sintomas depressivos; " Baixo desempenho escolar. O uso de drogas afeta diretamente o desenvolvimento da criança e do adolescente, principalmente com relação às funções cognitivas (capacidade de raciocinar, aprendizagem, etc), capacidade de julgamento, humor e os relacionamentos interpessoais. Quanto mais precoce o início do uso, maiores serão as deficiências nestas áreas. 

CRUELDADE - aqui, o impulso destrutivo não é movido pela emoção violenta, mas sim pelo prazer que o indivíduo sente em ver o sofrimento alheio, quer seja de outra pessoa ou um animal. Quanto menor a idade da criança, mais grave serão as conseqüências deste tipo de atitude em seu desenvolvimento. 

VIOLÊNCIA E CONDUTA ANTI-SOCIAL - crianças e adolescentes com comportamentos violentos e "anti-sociais" recorrentes apresentam o que chamamos "Transtorno de Conduta". Dentre suas características, destacam-se: o tendência permanente para apresentar comportamentos que incomodam e perturbam; o envolvimento em atividades perigosas e até mesmo ilegais; o não apresentam sofrimento psíquico ou constrangimento com as próprias atitudes; o não se importam em ferir os sentimentos das pessoas ou desrespeitar seus direitos; o não possuem capacidade de aprender com as conseqüências negativas dos seu próprios atos. O transtorno de conduta está geralmente associado ao baixo rendimento escolar e a problemas de relacionamento com colegas. É importante lembrar que crianças vítimas de violência podem apresentar comportamentos anti-sociais como reação de estresse. 

O tratamento para todos estes transtornos acima citados requer, muitas vezes, as abordagens psicoterápica, medicamentosa ou ambas. Sua duração é, em geral, bem menor que o tratamento do adulto e, quanto mais cedo for iniciado, menor a chance de evoluir para um transtorno crônico na vida adulta, com necessidade de tratamento para o resto da vida.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DESLIGUE O CELULAR NO POSTO DE GASOLINA


Quatro Regras para o Abastecimento Seguro

1) Desligue o Motor
2) Não Fume
3) Não use seu telefone celular - deixe-o dentro do veículo de preferência desligado
4) Não retorne ao seu veículo durante o abastecimento

Recentemente, após três incidentes nos quais telefones celulares inflamaram gases durante operações de enchimento de tanques de gasolina, a S. O. Company emitiu a seguinte advertência:

No primeiro incidente, o telefone havia sido colocado sobre o capô traseiro do carro durante o abastecimento; o telefone tocou, e em seguida, um incêndio destruiu o carro e a bomba de gasolina.

No segundo, uma pessoa sofreu sérias queimaduras da face quando gases se incendiaram conforme respondia uma chamada celular enquanto abasteciam seu carro.


E, no terceiro, um individuo teve seu quadril e virilha queimados conforme gases se incendiaram quando seu celular, que se encontrava em seu bolso, tocou enquanto estava abastecendo o carro.

É muito importante você saber que:

- Telefones celulares podem incendiar combustíveis ou gases

- Telefones celulares, que se acendem ao serem ligados ou quando tocam, liberam força suficiente para gerar energia capaz de provocar uma faísca capaz de iniciar um incêndio

- Telefones celulares não devem ser utilizados em postos de gasolina, ou quando estiver abastecendo cortadores de grama, barcos!, etc...

- Telefones celulares não devem ser utilizados, ou melhor, devem ser desligados, quando houver por perto outros materiais que possam gerar gases inflamáveis ou explosivos ou poeira gasosa (i.e. solventes, elementos químicos, gases, poeira de grãos, etc.)


Leia mais no site: http://www.suportepostos.com.br/modules/news/article.php?storyid=6972

segunda-feira, 25 de julho de 2011

POR DENTRO DO CÉREBRO

Entrevista Paulo Niemeyer Filho - Neurocirurgião


 POR DENTRO DO CÉREBRO

O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças como o mal de Parkinson e como evitar aneurisma e perda de memória.

E projeta, ainda, o futuro próximo, quando boa parte do sistema neurológico estará sob controle do homem.

Chegar à casa do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, no alto da Gávea, no Rio de Janeiro, é uma emoção. A começar pela vista deslumbrante da cidade, passando pelos macacos que passeiam pelos galhos até avistar as orquídeas que caem em pencas das árvores, colorindo todo o jardim. Ou seja: a competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores. E são muitas.

Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da microneurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente.

Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres.

De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. Ao todo, sua formação levou 20 anos de empenho absoluto.

Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia na PUC-Rio.

Por suas mãos já passaram o músico Herbert Vianna - de quem cuidou em 2001, depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio -, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader e, mais recentemente, o diretor de televisão Estevão Ciavatta - marido da atriz Regina Casé que, depois de um tombo do cavalo, recupera-se plenamente -, além de centenas de outros pacientes, muitos deles representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.
 
Revista PODER: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?

PAULO NIEMEYER: Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.
 
PODER: Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?
 
PN: A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual. Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista..
 
PODER: O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de marcapasso do cérebro?
 
PN: Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson. Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára. Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral.Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.
 
PODER: O que se conhece do cérebro humano?
 
PN: Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado.
Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. Por que um clone jamais será igual ao original?
Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.
 
PODER: Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade, e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com remédios.. Qual é sua opinião?
 
PN: Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem. Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam trancados num quarto escuro e quando faziam a cirurgia se livravam da depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente psíquicos,emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.
 
PODER: Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?
 
PN: Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o controle, ainda.
 
PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor? 


PN: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.


PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.
 
PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?
 
PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.
 
PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?
 
PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.
 
PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?
 
PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.
 
PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?
 
PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.
 
PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?
 
PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é? 
PODER: Você não vê contraindicações na manipulação dos processos naturais da vida?
 
PN: O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai criar novas soluções, ele também trará novos problemas. Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter, até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem. Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas, como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para frente que serão éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.
 
PODER: Você acredita que na hora em que as pessoas puderem decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo, as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?
 
PN: Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema: todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado. Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos. Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.
 
PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?
 
PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.
 
PODER: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa não querer fazer?
 
PN: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência, e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto. Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor. De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas. É muito difícil, a gente tem de respeitar muito.
 
PODER: Como é o seu dia a dia?
 
PN: Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório. Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres. Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente. O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então, é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)
 
PODER: Você é workaholic?
 
PN: Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado. Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com aquela pressão, aquele elástico esticado.
 
PODER: Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?
 
PN: É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender. Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.
 
PODER: Como você lida com as famílias dos seus pacientes?
 
PN: Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico. O médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia, você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.
 
Poder: Você acredita em Deus?
 
PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando você acaba de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo". Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.
 
PODER: Como você relaxa?
 
PN: Estudando. A coisa que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto.
 
PODER: E o que gosta de ler?
 
PN: Sobre medicina ou história. Agora estou lendo um livro antigo, chamado Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, no qual ele compara a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute por que os Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um enriquecimento e um progresso tão rápidos. Por que um país se desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.
CASUALMENTE ESSA LEITURA QUE O DR ESTÁ FAZENDO, A RESPEITO DA LEI DA PROGRESSÃO GEOMÉTRICA É ESTUDADA EM BIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO, NAS TEORIAS DA EVOLUÇÃO.  MUITO INTERESSANTE!


Mariel